Google quer ajudar você a monitorar a energia consumida em sua casa
Diante da crescente demanda de energia em todo o mundo, duas alternativas surgem como possíveis caminhos a seguir: a medição inteligente para o uso eficiente da energia e a expansão de usinas geradoras. Os ambientalistas defendem a primeira opção, e as empresas de tecnologia e eletricidade já estão na corrida para desenvolver ferramentas que permitam um controle maior da energia que se consome nos lares.
Recentemente, a empresa que nasceu como um simples sistema de busca na internet assumiu este desafio para fazer valer seu lema, “organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil”. Um dos últimos projetos do Google consiste em um software que pode monitorar o consumo energético doméstico, partindo da premissa de que um maior conhecimento do consumo pode gerar mais ações para economizar energia.
Atualmente, as faturas de energia elétrica não fornecem detalhes sobre quais são os aparelhos que estão consumindo mais energia e, portanto, a população não sabe como atuar.
A solução do Google para este problema chama-se PowerMeter. Este dispositivo recebe informações de medidores de energia denominados “smart meters”. Eles enviam dados que são posteriormente processados pelo Google e mostrados mediante um simple widget do iGoogle (http://www.google.com.ar/ig), em tempo real. Estes gráficos mostrarão não só o consumo total, mas também o consumo de cada aparelho de forma individual.
Apesar dos “smart meters” não serem universais, o Google afirma que já existem quarenta milhões em uso em todo o mundo, e há planos para incorporar outros cem milhões nos próximos anos. O Google deverá se associar a empresas instaladoras destes medidores para expandir o uso de seu produto.
Apesar do PowerMeter ainda se encontrar em fase de testes, pode-se prever o impacto do aumento do acesso à informação. Russ Mirov, engenheiro do Google encarregado de testar o sistema, assegura que, em um ano, conseguiu reduzir o consumo em 64%, economizando um total de 3.000 dólares. Bastou substituir lâmpadas incandescentes, refrigeradores antigos e utilizar com menos frequência o filtro da piscina (AFP http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5i1VQLM_QSnrot5szRLZ1mCjfsjYQ).
O Google acredita que o sistema deve gerar uma economia de 5% a 15% nos lares que adotarem a nova tecnologia.
Com este lançamento, o gigante das buscas pretende imprimir sua marca nas discussões sobre o consumo de energia, uma preocupação mundial diante do avanço do aquecimento global. Alguns meios asseguram que o Google também pretende participar das regulações referentes à matéria, publicando recomendações para a comissão ligada ao tema do governo da Califórnia e fazendo lobby para a formação de políticas mais sólidas de tecnologia verde. (http://news.cnet.com/google-crashes-the-smart-grid-party/).
O Google também instalou painéis solares em seus escritórios, está testando automóveis elétricos e investindo em empresas de energia renovável como parte de seu plano para tornar a energia limpa mais barata que a proveniente do carbono.
Alguns especulam que o próximo passo do Google pode ser o desenvolvimento de um software que permita controlar remotamente os aparelhos domésticos, avançando em direção a um sistema energético inteligente que reduza o consumo.
GoogleBlog (http://googleblog.blogspot.com/2009/02/power-to-people.html)
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Imagem: É assim que você verá os dados no medidor de energia online. ©Google.

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