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06/26/2009

Novo tipo de nuvem encanta e intriga cientistas

Gavin Pretor-Pinney, cientista fundador da Cloud Appreciation Society, da Inglaterra, busca reconhecimento internacional para um novo tipo de formação de nuvens.
Nube-asperatus-merrick-davies
Elas têm cores e contornos  extraordinários e foram observadas diferentes locais do Reino Unido, Nova Zelândia e Estados Unidos.

 As fotos dessas maravilhas rodaram o mundo recentemente pela internet, mas ainda há um longo caminho até que a descoberta seja oficializada. A tarefa não é fácil: desde os anos 50  uma nova constituição de nuvem não entra no catálogo internacional.

A possível classificação foi atestada pela instituição, que recebe fotos de membros do mundo todo.

Nube-asperatus-ken-prior Muitas destas imagens, porém, vindas principalmente da Grã-Bretanha, não se enquadram nas categorias já existentes. Foi por isso que se começou a pensar em classificá-las em uma nova categoria.

 

A Royal Meteorological Society de Reading, Inglaterra, está avaliando quando e onde as nuvens apareceram, para entender como e por que se formam.

Elas são parecidas às nuvens de temporal, mas não chegam a irromper em tempestade. Suas formas e cores indicam que altas temperaturas estariam envolvidas em sua formação.

Nube-asperatus-jane-wigginsPara que seja reconhecida, uma solicitação deverá ser apresentada à Organização Meteorológica Mundial da ONU (Organização das Nações Unidas), que, se aprovar, incluirá a nova formação no Atlas Internacional de Nuvens.

Espetáculo no céu

Existem três grupos principais de nuvens: cumulus, cirros e stratus, que por sua vez têm subdivisões e classificações.

Cientistas do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica de Boulder, Colorado, EUA; garantem que estas nuvens seriam do grupo cumulus.

A Cloud Appreciation Society, no entanto, indica que as formações merecem uma subclassificação própria, e sugere que sejam chamadas de altocumulus undulatus asperatus.

A Royal Meteorological Society apoia a  possibilidade: "Quando achamos que já havíamos visto tudo, surgem coisas novas e surpreendentes. A descoberta é interessante o bastante para nos aprofundarmos, estamos otimistas" disse Paul Hardaker, chefe da instituição, à agência de notícias Associated Press.

Se o reconhecimento vier de fato, seria algo inédito para a ciência e a meteorologia.

E se descobrissem que a formação destas nuvens está relacionada a questões ambientais ou climáticas, a questão mudaria para o âmbito da Ecologia?

Ainda é cedo para conclusões: estima-se que a pesquisa demore de dois a três anos.
À margem da novidade, as fotografias que registram o assunto são tão belas e surpreendentes que valem ser contempladas.

Elas podem ser vistas no site da Cloud Appreciation Society.  (www.cloudappreciationsociety.org/gallery/index.php?x=found&quick=Asperatus).
AP (www.google.com/hostednews/ap/article/ALeqM5jr_JYe1yoQG3-SfHL7U8rYlNs4eAD98OMNBG2),
BBC (http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/england/somerset/8077787.stm).


Fotos: 1. Nuvem em Hanmer Springs, Nova Zelândia.
© Merrick Davies, da Cloud Appreciation Society
2. Uma nuvem deste tipo em Schiehallion, Escócia.
© Ken Antes, da Cloud Appreciation Society
3. Foto tirada de um edifício em Iowa, Estados Unidos. © Jane Wiggins, Cloud Appreciation Society.

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    Paula Alvarado
    Paula Alvarado é jornalista e vive em Buenos Aires, Argentina. Desde que começou a colaborar com TreeHugger.com em 2005...

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