Desmatamento pode ter causado a queda da civilização criadora das linhas de Nazca
Até o momento, acreditava-se que essa civilização havia desaparecido devido a um fenômeno climático catastrófico como o El Niño, que teria provocado muitas chuvas e inundações. Mas os estudos apontam que o povo Nazca poderia ter causado sua própria destruição, desmatando florestas nativas que ficavam ao redor de sua zona residencial há mais de 1.500 anos.
Isso causou a desertificação das terras, e a falta de árvores impediu o cultivo de alimentos, segundo aponta um relatório apresentado pela Universidade de Cambridge e publicado pela Reuters. O que isso quer nos dizer? A lição não poderia ser mais clara.
Foto: Linhas de Nazca. ©Abel Pardo López
O relatório aponta que o povo Nazca teria desmatado os vales das redondezas, cortando exemplares da espécie Huarango, árvores que podem viver mais de 1000 anos e que controlam a fertilidade e a umidade dos solos, graças as suas raízes extremamente profundas.
Com o tempo, o ecossistema estava tão afetado que o mal foi irreversível.
Num mundo em que o desmatamento tem avançado demasiadamente nos últimos anos e onde a cada dia são perdidos centenas de hectares de florestas, esse deveria ser um alerta a se levar em conta. Uma civilização da América do Sul já cometeu esse erro há séculos, causando sua própria destruição. Será que o homem moderno terá o mesmo destino?
Parece que sim. As árvores de Huarango que ainda restam na região estão sumindo por causa do corte ilegal.
“Os erros da pré-história nos mostram importantes lições para o manejo de áreas áridas frágeis no presente”, disse Oliver Whaley, um dos autores do trabalho, para a Reuters.
Enquanto se realizam, em Barcelona, as últimas reuniões antes da Conferência do Clima de Copenhague, é indispensável atentar a esse tipo de alerta.
Brasil (em Português)

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